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Os pais fundadores do Brasil

Há dois séculos um grito de liberdade dado por um, mas com a força de muitos, reverbera no coração de todos os patriotas desta nação! Grito este entoado, ainda hoje, por muitos de nós, fiéis aos princípios e valores que ajudaram a erigir um povo, um país, o Brasil!

Dom pedro I, Imperatriz Leopoldina e José Bonifácio.À esquerda: Dom Pedro I. No Centro: Dona Leopoldina. À direita: José Bonifácio

Três foram os grandes norteadores do processo que culminaria no Sete de Setembro, dia que entrou para a história como a data magna da nossa nação. E são justamente esses três grandes nomes que nos guiaram na construção de um dos nossos projetos mais ambiciosos: as Medalhas Comemorativas do Bicentenário da Independência! A tríade consagrada: D. Pedro I, D. Leopoldina e José Bonifácio (Imperador, Imperatriz e Patriarca da Independência, respectivamente), foram, como não poderiam deixar de ser, a inspiração para fazer nascer um produto de dar um orgulho real a qualquer patriota brasileiro!

Monumento em homenagem a José Bonifácio, localizado em Nova Iorque, Estados Unidos. (foto de São Paulo Antiga)

O grande arquiteto da Independência, José Bonifácio de Andrada e Silva, teve papel mais do que decisivo naqueles tempos. Conhecido oficialmente como “Patrono da Independência do Brasil”, além de um dos mais importantes políticos da nossa história, destacou-se como cientista reconhecido mundialmente. Foi naquele momento conturbado, com o Príncipe Regente D. Pedro prestes a voltar para Portugal a mando das Cortes Portuguesas, que Bonifácio anteviu o desastre que tal decisão poderia ocasionar. Escreveu então ao Príncipe em tom de grave alerta:

“É impossível que os habitantes do Brasil que forem honrados e se prezarem de ser homens, e mormente os paulistas, possam jamais consentir em tais absurdos e despotismos. V. A. Real deve ficar no Brasil quaisquer que sejam os projetos das Cortes Constituintes não só para nosso bem geral mas até para a independência e prosperidade futura do mesmo Portugal. Se V. A. Real estiver (o que não é crível) pelo deslumbrado e indecoroso decreto de 19 de setembro, além de perder para o mundo a dignidade de homem e de príncipe, tornando-se escravo de um pequeno número de desorganizadores, terá também que responder, perante o céu, do rio de sangue que decerto vai correr pelo Brasil”.

Acima: Arte de pré-venda da Medalha de José Bonifácio em comemoração ao Bicentenário da Independência do Brasil. Abaixo: Pin de José Bonifácio

A carta chegou às mãos de D. Pedro no primeiro dia do ano de 1822, portanto, não tardaria muito para que a decisão fosse tomada. O “Dia do Fico”, como ficou conhecido o Nove de Janeiro de 1822, teve sua gestação na carta de Bonifácio ao futuro imperador.

Tendo em vista as ações consideradas ofensivas das Cortes de Lisboa, que enviara tropas para dominar as inquietações no Brasil, José Bonifácio, em decreto de 1º de agosto, declara inimigas as tropas enviadas por Portugal. O clima estava em escalada de tensão e todos nós sabemos onde culminaria.

  1. Pedro de Alcântara, que atuava como Príncipe Regente, provavelmente percebeu que o caminho da Independência era sem volta quando as Cortes Portuguesas dissolveram o governo central no Rio de Janeiro e exigiram seu imediato retorno. Sua percepção da política da época, somadas às ideias de Bonifácio, fizeram com que o jovem Príncipe cravasse suas opiniões naquele nove de janeiro. Disse ele:

“Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto. Digam ao povo que fico!”

À esquerda: “Dia do Fico”. Aclamação de Dom Pedro I, Imperador do Brasil, no Campo de Sant’Ana, Rio de Janeiro, c. 1822, Jean-Baptiste Debret. À direita: Documento do Senado do apresentado à Nação.

O futuro primeiro Imperador do Brasil colocou a paixão que o guiou por toda a vida nesse projeto de nação. Sabia D. Pedro que tinha muito a perder, mas também acreditava que muito teria a ganhar se decidisse arriscar. Toda a esperança de um Império não nascido estava sendo depositada naquele jovem que as Cortes já o “acusavam” de ser muito “brasileiro”. De fato D. Pedro já havia vivido mais da metade de sua vida em terras do Brasil e seu amor por esta terra se fundiu ao seu coração e passou a ser indissociável de seu sangue. Passava a correr por suas veias um início de patriotismo que nasceria não muito distante dali.

Acima: Arte de pré-venda da Medalha de Dom Pedro I em comemoração ao Bicentenário da Independência do Brasil. Abaixo: Pin de Dom Pedro I.

Este sentimento patriótico foi se espalhando por cada lugar do Brasil. Do Rio de Janeiro correu para todas as outras províncias, atingindo, por exemplo, as veias de Maria Quitéria, de Soror Joana Angélica, Francisco Moniz Tavares, dentre tantos outros.

É muito interessante perceber como a História age. Filhos de pais e monarquias absolutistas, D. Pedro e D. Leopoldina acabaram por se aproximar das ideias liberais. Ambos fizeram muitas leituras a respeito e perceberam que o mundo estava mudando. Essa percepção foi o que permitiu que o Brasil não nascesse como uma monarquia absoluta. D. Leopoldina tornou-se a primeira Imperatriz do Brasil e muitos historiadores atribuem a ela uma posição de destaque nesse processo. Vasconcelos Drummond, que foi contemporâneo aos fatos que aqui tratamos, sentenciou:

“Fui testemunha ocular e posso asseverar aos contemporâneos que a princesa Leopoldina cooperou vivamente dentro e fora para a Independência do Brasil”.

Acima Arte de pré-venda da Medalha de Dona Leopoldina em comemoração ao Bicentenário da Independência do Brasil. Abaixo Pin da Imperatriz Leopoldina 

A mulher por trás do nascimento do Brasil. Foi ela não apenas a primeira mulher a governar o Brasil independente, mas a primeira pessoa, pois quando D. Pedro viajou a São Paulo, deixou a cargo de D. Leopoldina a Chefia do Conselho de Estado. Ou seja, no ato do Grito do Ipiranga, com D. Pedro ainda em São Paulo e o Brasil independente, é D. Leopoldina que está à frente da nova nação!

Muito possivelmente, a carta da Princesa ao marido foi determinante para sua tomada de decisão. Dizia ela:

“Pedro, o momento é o mais importante de vossa vida. Já dissestes aqui o que ireis fazer em São Paulo. Fazei, pois. Tereis o apoio do Brasil inteiro e, contra a vontade do povo brasileiro, os soldados portugueses que aqui estão, nada podem fazer.”

Reunião do Conselho de Estado em 2 de Setembro de 1822, tela de Georgina de Albuquerque, 1922 Acervo Museu Histórico Nacional

Em tão poucas linhas, podemos perceber o poder dessas palavras. Podemos sentir a euforia dos brasileiros em relação àquele momento histórico. “Tereis o apoio do Brasil inteiro…”. Hoje, duzentos anos após o ato, essas palavras ainda emocionam pela mensagem patriótica que, apesar de nascente, parecia tão poderosa.

Sem esses três grandes personagens, não teríamos o Brasil, não teríamos o Império. Foram alicerces de uma construção grandiosa, por isso não poderiam ficar de fora da mais linda homenagem que nós poderíamos pensar em fazer.

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